Intel: alicerce para a IoT.

06-11-2015

Eye4tech IoT Internet of Things Beacon iBeacon Arduino IOTZONE

A Intel está com uma visão fixa no potencial da Internet das Coisas, com o objetivo de levar seus chips e tecnologias para diversas partes do ecossistema de dispositivos conectados que deve se ampliar nos próximos anos.

Durante o Intel Innovation Week, em São Paulo, a fabricante destacou que pretende se posicional com uma espécie de alicerce para o desenvolvimento do cenário da IoT, que segundo o IDC, deverá contar com mais de 29,5 milhões de dispositivos conectados e movimentar cerca de US$ 1,7 trilhão até 2020.

"Estamos trabalhando desde a produção de chips avançados para suportar dispositivos conectados, até o fortalecimento de parcerias em hardware e software", afirmou David Formisano, diretor de estratégia para o grupo de internet das coisas.

Do ponto de vista de produtos, a companhia espera emplacar novidades como o Edison, solução completa de computação do tamanho de uma pendrive, e o Curie, microchip que possui processador e rádio e é a aposta da empresa para atacar os wearables.

Um exemplo mostrado pela fabricante foi o da ProGlove, que usa um chip Edison ligado a uma luva com um leitor de códigos de barra. Para a empresa, o produto funciona como uma solução de automação para centros de distribuição, capaz de guardar informações e cruzar informações de forma automatizada em tempo real.

"Para o controle de estoques e conexão com operações de logística, é uma solução que será bastante disruptiva", avalia Formisano.

Esta semana, nos Estados Unidos, a empresa reforçou a postura pró-IoT com o lançamento de novos produtos como novos chips Quark, de baixo consumo de energia, software e serviços de Cloud Computing da sua subsidiária Wind River.

Além da presença nos equipamentos, a empresa também buscou parcerias com nomes grandes no software e consultoria, como IBM, AWS, Microsoft, SAP e Accenture. Para o Edison, a empresa desenvolveu um framework dedicado para as plataformas IoT do Azure e da AWS, uma manobra para facilitar a adoção pelos clientes.

De acordo com Formisano, estes esforços já estão ganhando tração em mercados mais avançados com o conceito de IoT, mas não devem demorar para chegar no Brasil. De acordo com a filial brasileira da Intel, clientes locais já estão trabalhando com kits de desenvolvimento de IoT da multinacional.

"Tanto do ponto de vista global, como no Brasil, a receita da Intel que mais deve crescer nos próximos anos será a de nossa penetração no segmento de IoT", revelou David González, diretor geral da Intel no Brasil.

González não deu detalhes sobre como está o desenvolvimento do segmento para o mercado brasileiro, mas destacou que a internet das coisas está no roadmap de prioridades para os próximos anos, com foco em verticais como saúde, transporte e educação - o que também integra o especto de cidades inteligentes (smart cities).

Durante o evento em São Paulo, a companhia anunciou uma parceria com a Jacto, fabricante de equipamentos agrícolas, e Governo de São Paulo para criar o Centro de Inovação no Agronegócio (CIAg). O local promoverá a interação entre os fazendeiros, empresas do setor e a academia.

Entre as ações previstas estão estudos para o desenvolvimento de sistemas integrados para gestão de pragas e o desenvolvimento de uma plataforma colaborativa que permitirá a interoperabilidade e o compartilhamento seguro de dados, captados por sensores e outros equipamentos utilizados no dia a dia da agricultura.

“Precisamos de um novo mecanismo colaborativo no agronegócio que permita a integração não somente dos fazendeiros e agrônomos, mas também dos prestadores de serviço e máquinas agrícolas conectadas à Internet das Coisas. O Brasil é um líder mundial no agronegócio e o desenvolvimento dessa tecnologia aqui faz todo sentido", comenta Fernando Martins, Diretor Executivo da Intel Brasil.

Segundo analistas, a atual posição da Intel no mercado de internet das coisas é privilegiada. De acordo com a consultoria IoT Analytics, a empresa norte-americana é a número 1 no ranking de companhias do segmento, com cerca de US$ 2,7 bilhões previstos em receita em 2015.

Para 2020, a expectativa é que esta receita salte para US$ 5,6 bilhões, cerca de 10% do valor que a empresa teve de faturamento em 2014.

Fonte: Baguete - Leandro Souza.