Por que o futuro da publicidade está nos dados.

03-08-2015

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O big data provavelmente seja a quebra de paradigma mais transformadora pela qual equipes de marketing e vendas devem passar desde o advento do telefone. Quem afirma é Mick Hollison, CMO, estrategista de marketing e vendas e colunista da Inc.com. Para quem achou a afirmação um tanto exagerada, vale lembrar que uma pesquisa realizada pela CSC estima um aumento de 4.300% na geração de dados anuais até 2020. Essa já imensa e ainda crescente quantidade de dados gera enormes desafios, mas também traz inúmeras oportunidades de negócios.

Já é sabido, afinal, que quem quer ganhar clientes precisa conhecê-los individualmente e, para isso, é necessário aproveitar todos os dados que estão disponíveis dentro e fora das organizações e, com eles, fazer predições mais inteligentes sobre as necessidades e os comportamentos do consumidor.

É essa a grande mudança de paradigma a que Hollison se refere. Há muito tempo, as áreas de vendas têm confiado na “arte do negócio”, apostando em publicidade de marca e campanhas com poucos ou nenhum dado empírico para justificar seus gastos. E exatamente aí que entram big data e tecnologias de análise preditiva, que representam a grande oportunidade para profissionais de vendas e marketing trabalharem mais com matemática – e menos com mágica.

De forma geral, a tendência é de que as grandes empresas sejam as primeiras a adotar amplamente essas duas novidades. Afinal, elas têm uma profunda necessidade de explorar e obter insights de uma enorme quantidade de dados e processar tudo isso certamente não será um trabalho fácil.

Por outro lado, pequenas e médias empresas que devem seguir os passos das maiores, provavelmente obtenham resultados mais rapidamente do processamento de todas essas informações. Isso vale especialmente para as startups, que já nasceram na era do big data e possivelmente já tenham um modelo de negócio adaptado a esse tipo de tecnologia.

Como consequência do aproveitamento dos dados e dos insights gerados por eles, as empresas poderão acertar melhor o target das ações e também fundamentar melhor suas estratégias. Consequentemente, os investimentos em marketing também devem se tornar significativamente mais precisos e as previsões de vendas devem ficar muito mais acuradas com uso de algoritmos sofisticados. Sem contar que, se algo não caminhar bem, as tecnologias de visualização de vendas em tempo real podem ajudar a ajustar as táticas para alcançar determinados objetivos.

E é bem provável que profissionais de vendas adotem gradualmente metodologias orientadas a dados para conquistar novos clientes, manter os já existentes e expandir oportunidades. No entanto, também é previsível que muitos deles não sejam muito simpáticos à ideia até o momento em que a inteligência preditiva de vendas começar a trazer resultados melhores que a intuição. Aí, sim, até os mais resistentes acabarão convencidos da necessidade de se transformar.

No fim das contas, a dica para profissionais de vendas ou marketing de qualquer setor é que fiquem atentos em relação a tudo o que está acontecendo em big data e análise preditiva. “Um tsunami de dados e insights de negócios potencialmente poderosos está indo em sua direção”, diz Hollison. “Você precisa decidir se vai aproveitar a onda ou procurar um terreno mais elevado para esperar ela passar.”

Fonte: INNOVATION INSIGHTS