Geolocalização no marketing: os melhores usos de marca.

29-07-2015

Eye4tech IoT Internet of Things Beacon iBeacon Arduino

A geolocalização cada vez mais faz parte de ações de marketing de empresas que buscam relevância na mensagem com base na localização exata do seu consumidor.

Confira a seguir alguns exemplos do uso dessa tecnologia aliado a uma boa dose de criatividade.

1 – A corretora de imóveis Realtor.com tem um app que reúne as informações do GPS dos consumidores para personalizar sua experiência de busca de imóveis, com opções como “para vender por perto”. Isso significa que os usuários não precisam preencher dados de localização e podem simplesmente usar o botão do aplicativo que exibe todas as casas a venda em torno da sua localização. O case é relatado por Ray Pun, Head of Strategic Marketing for Mobile Solutions da Adobe, em “What Marketers Need To Know About Geolocation Targeting”, publicado no CMO.com.

2 – A Nordstrom utilizou a tecnologia chamada Euclid Analytics para rastrear os movimentos dos seus consumidores no interior das lojas por meio de antenas WiFi. A experiência foi realizada por oito meses, entre 2012 e 2013, e, com a análise dos dados coletados, a rede conseguiu monitorar a visita dos clientes a cada departamento e o tempo que eles passavam em cada um.

Com isso, pôde, por exemplo, saber se era preciso adequar o número de atendentes a determinados horários de rush ou mudar o layout de uma ou outra seção. A rede afirmava que os dados eram anônimos e que, por isso, os consumidores não precisam se preocupar, mas ainda assim a prática gerou muita discussão em torno da privacidade dos consumidores e do direito de coletar dados de aparelhos móveis. Segundo o New York Times, a Nordstrom foi apenas uma das cerca de cem clientes da Euclid, que já havia rastreado em torno de 50 milhões de aparelhos em 4 mil localidades.

3 – A tecnologia utilizada pela Nordstrom é semelhante a dos beacons, com a diferença de que estes utilizam o Bluetooth no lugar do WiFi. Consumidores que não queiram ser rastreados podem simplesmente desativar a conexão de seus celulares. Já os que estiverem “visíveis” em uma loja Apple, por exemplo, que utiliza seus próprios iBeacons, podem receber comunicações personalizadas e, muitas vezes, relevantes sobre acessórios em promoção, por exemplo.

A Apple, inclusive, já trabalhou em parceria com a Major League Baseball (MLB) para colocar iBeacons nos estádios durante a temporada de beisebol. Para alguém que fosse assistir ao jogo do San Francisco Giants com o aplicativo da MLB no celular, o código de barras do bilhete poderia ser automaticamente exibido quando o usuário se aproximasse do portão. Para completar, o app exibiria também um mapa da localização do assento. E tem mais. Se o usuário se deslocasse, o app pode direcioná-lo para o fornecedor de hotdog mais próximo com um cupom de desconto. Redes como Lord & Taylor e Hudson’s Bay também já usam beacons em suas lojas.

4 – A Home Depot, rede de construção e decoração, é dona de uma das melhores práticas de geolocalização segundo Ray Pun, Head of Strategic Marketing for Mobile Solutions da Adobe. Ele conta que os clientes da rede ficam felizes em informar sua localização por dois motivos basicamente. Primeiro porque muitas vezes eles se perdem nas suas lojas gigantescas. Segudno porque a rede oferece algo que é realmente útil. Quando um cliente chega, o app Home Depot usa o GPS para fornecer um menu específico que ajuda o visitante a encontrar os itens que procura dentro da loja com mapas detalhados.

5 – A Quirky e a GE também usaram geolocalização para segmentar consumidores de Boston e Nova York e promover uma campanha de ar-condicionado controlado por dispositivos móveis. Segundo a ProXXIma, para isso as empresas utilizaram o serviço Poncho, que enviou mensagens de texto e e-mails com informações sobre o clima nas duas regiões. Depois de receber o alerta que indicava uma temperatura muito elevada, o consumidor impactado visualizava o link para comprar o ar condicionado pelo site.

Fonte: INNOVATION INSIGHTS