Brasil puxa IoT na América Latina.

27-07-2015

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Um estudo divulgado pela Tata Consultancy Services (TCS) apontou que a América latina escalou significativamente seus investimentos na adoção de Internet das Coisas, puxado principalmente pelo Brasil.

Segundo o levantamento, as companhias latinas aumentaram em 18,3% suas receitas para adoção de IoT, sendo o maior percentual de todas as regiões pesquisadas, com o Brasil gastando cerca de US$ 79 milhões em tecnologias deste tipo.

A Europa como um todo apresentou um crescimento de 12,9%, enquanto a região Ásia-Pacífico viu um aumento de 14,1%. Apesar do percentual de crescimento estar acima da média dos outros continentes, o valor gasto pelas empresas latino-americanas ainda fica atrás.

Em 2015, as empresas europeias planejam investir US$ 93,9 milhões em média, com as empresas francesas liderando o grupo (US$ 138 milhões em média) à frente da Alemanha (US$ 86,2 milhões) e do Reino Unido (US$ 80,9 milhões).

Entre 2015 e 2018, as companhias latino-americanas esperam que as suas receitas tenham um aumento de 17,8% devido a iniciativas em IoT.

Comentando o estudo, Natarajan Chandrasekaran, CEO e diretor de operações da TCS, afirma que a era da Internet das Coisas já está bem adiantada. A questão é se as empresas estão prontas para explorar todo o potencial dessas tecnologias.

"Nosso mais recente estudo de tendências globais revelou que aqueles que lideram o uso das tecnologias de IoT estão aplicando-as para reimaginar completamente suas operações, modificando todos os aspectos da empresa, desde o modelo de negócios e produtos até processos e ambiente de trabalho", avalia o executivo.

Entre as 795 empresas entrevistadas, 12% dos líderes de negócios planejam investir US$ 100 milhões em 2015 e 3% buscam fazer um investimento mínimo de US$ 1 bilhão. O relatório também mostrou que as empresas esperam que seus orçamentos para IoT continuem crescendo ano a ano, com valores que devem aumentar 20% até 2018, somando US$ 103 milhões.

O setor de Saúde tem sido aclamado como aquele com maior potencial para se beneficiar com a IoT. O setor planeja investir apenas 0,3% de sua receita em IoT em 2015, mas aumentará esse valor em pelo menos 30% até 2018. O segmento da saúde impulsionado pela IoT deve valer US$ 117 bilhões até 2020.

De outro lado, o segmento de Manufatura Industrial reportou o maior aumento na receita gerado pela IoT, com uma média de 28,5%, seguido pelos setores de Serviços Financeiros (17,7%) e Mídia & Entretenimento (17,4%).

Fonte: Baguete (Leandro Souza)